Google Chrome

beta

Saquei a meio da tarde a primeira versão do Google Chrome: o novo browser web criado pelo Google.
Começou por ter um guia e explicação em forma de BD e agora já tem site próprio. Foi lançando com 44 idiomas incluindo português de Portugal.

Após a instalação, dei a volta às opções e tentei "descobrir" a interface. Á primeira vista pode-se dizer que tem os comandos mínimos essenciais de interacção num site e esconde tudo o que não interessa, tendo dois botões no canto direito, ao nível da address-bar que têm drop-down-menus com opções avançadas.

Depois de gostar do que via, passei a testes.
O Chrome, segundo a BD e mais informação que já li, não é um único processo enquanto browser. Cada tab e página abertas, têm o seu processo e portanto, funciona como o SO, ao gerir processos. Quando há um site que tem um erro e crasha, os outros mantém-se independentes e respondem ao utilizador. Mais: quando no Firefox um utilizador fecha uma tab, o Firefox liberta memória da informação utilizada pelo site que estava nessa tab. No entanto, a memória e o espaço de endereçamento do Firefox começa a fragmentar-se e chega-se a um ponto em que uma tab fechada não liberta totalmente a memória.
No Chrome isso acontece porque ao fecharmos uma tab com um site, estamos, na verdade a fechar um processo, sendo que o SO liberta toda a memória dependente do processo não deixando rastos.

Comecei a comparar o FF com o Chrome para ver a gestão da RAM.
Primeiro abri em ambos os browsers a página about:blank, depois, abri o GReader e o GMail. Seguiram-se alguns sites que costumo aceder, Digg, YouTube, del.icio.us, e em seguida, uma data de sites de notícias que tenho numa pasta de bookmarks (bookmarks esses que entraram direitinhos no Chrome após um import).
Á medida que os abria fui comparando o estado da memória graças a uma funcionalidade do Chrome que é um Task Manager só do browser que nos chega a mostrar as estatísticas do uso de RAM, entre outras coisas, de outros browsers que estejam, nesse momento, abertos. Confiram nas imagens.

Após ter mais de 20 tabs abertas, o FF penso que se dá melhor e fica bastante fluido. O Chrome engasga-se um pouco e demora mais tempo a abrir todas as tabs, visto tratarem-se de processos.
Provavelmente, em Linux, seja mais rápido (não fazem ideia do peso que é criar um processo em Windows... coisa mais mal-feitinha).
Sucede-se o mesmo com o fechar das tabs. No FF, carregamos com o botão do meio do rato (roldana) por cima das tabs e, uma a uma, fechamo-las sem interrupção nem lentidão. No Chrome, tudo demora mais devido ao SO ter que libertar RAM e gerir os processos por fora em vez de serem tarefas (threads) dentro de um único processo (o browser em si, como no caso do FF).

No geral tem uma interface agradável e uma usabilidade muito bem estudada. É óbvio que nem toda gente abre 20 tabs de uma vez mas são aspectos a ter em conta.
O Chrome tem ainda incluído um parser de JavaScript de seu nome V8 criado especialmente para acelerar o uso desta linguagem nas webapps.

Embora seja uma primeira versão e Beta, mostra ser um browser com capacidade de acompanhar o FF e poder vir a cativar muita gente.
Embora o FF seja um excelente browser, nem toda gente que usa o IE da m$ sabe dele nem quer ter o trabalho de o instalar. No entanto, muitas dessas pessoas usam Gmail ou mesmo o Google Reader, sem falar no search, e portanto vão, com certeza ouvir falar no Chrome e, por este ter selo de qualidade Google, vão querer descobri-lo, tornando-se o Chrome assim, o browser mais temível para a Mozilla e para o Firefox em particular.

Concluindo, espero ainda ver como vão gerir os plugins (tipo site com base de dados e utilizadores a partilharem-nos) e algumas features que o Firefox tem estudas há muito tempo e que dão muito jeito.

Ficam as imagens das estatísticas ao longo das tabs a serem abertas com os sites.
Imagens do browser em si, em posts anteriores.