Operating System

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Embora já mexa em PCs há quase 10 anos, a grande parte do tempo foi a usar Microsoft [MS] Windows, ou DOS, no início. Começando com um 486, não havia muito sistema operativo para escolher. Ao avançar para um Pentium 166MHz, alguém lá instalou o Windows 95 [possivelmente o meu pai]. Passava lá algum tempo, mas como não tinha muito mais coisas para fazer se não escrever no wordpad e jogar solitário, rapidamente me fartava. Comecei a apanhar o esquema do funcionamento do Windows [e dos seus belos bugs] e rapidamente surgiu o Windows 98. Tinha agora um Pentium III 800MHz. E vejam o salto! De 166MHz para 800MHz, era uma grande diferença. Para além deste avanço em velocidade de relógio no CPU, passei de uns meros 2Gb de disco para 6Gb [actualmente a minha pen USB tem esta capacidade]. Já jogava alguns clássicos, como GP2/3, FIFA 99'/2000 entre outros jogos. E em 1998, surgiu algo que fez toda a diferença: Internet. Aderi à Netcabo em 1998 com uma ligação de 640kbps/128kbps.

A partir desse momento, evoluí em termos do mundo informático. Tinha acesso a tudo e mais alguma coisa. Estava ligado ao mundo, por assim dizer. Comecei a ler muito online [detestava ler até então] e a aprender milhares de coisas sobre milhares de temas. Comecei a aperceber-me que não existia só Windows e que lá fora havia pessoas com MAC e com Linux. O primeiro que experimentei foi o Linux, com a distribuição Red Hat [não me lembro da versão, actual Fedora]. Depois cheguei a instalar Mandrake [actual Mandriva] e actualmente utilizo Ubuntu, embora já tenha usado, também, SUSE da NOVELL.

Continuando a história, pouco tempo depois surgiu o Windows XP. No Pentium III 800MHz já não corria assim tão bem, e por isso, mal o instalei, desinstalei-o e voltei para o Windows 98 [desta vez para o SE - Second Edition]. Tinha ultrapassado o Windows ME porque era um sistema operativo cheio de bugs. Sentindo a necessidade de evoluir, recebi, num natal, um Pentium 4 a 2.4 GHz. Havia superado e dobrado a barreira dos 1000MHz! Funcionava, então, a 2400MHz.
Após esta evolução, instalei definitivamente o Windows XP [ainda utilizo] e foi um grande salto porque o XP trazia muita qualidade enquanto software e tinha muitas vantagens para o hardware: tudo era instalado automaticamente [não eram precisas drivers, praticamente].

Entretanto ingressei no IST, no pólo do Tagus Park. Nessa altura arranjei um portátil. Um Pentium M a 2.0 GHz com 1Gb de ram. No ISTagus, têm salas com Suns, MACs, Windows e Linux. Comecei por experimentar os Suns, e nunca me convenceram muito, simplesmente porque havia cerca de 8 terminais ligados a um servidor, mas que, este, simplesmente não aguentava tanto processamento. Por isso, nunca consegui explorar o SO da Sun.

Depois, passei para os MAC. Cerca de 10 computadores PowerPC com o seu monitor e o MAC OS X. Simplesmente mais eficaz na gestão de recursos do sistema do que o Windows, e uma organização e qualidade de software, também bastante superior. Comecei a ligar mais aos MAC e ainda há-de vir o dia em que compro um [it just works].

Cerca de um ano depois, surgiu o WIndows Vista. E tal como quando surgiu o XP, o meu Pentium III a 800MHz, não suportava muito bem e até ficava lento. Com o Vista, experimentei-o no portátil, o Pentium M a 2.0 Ghz com 1Gb de ram, e apesar de correr e funcionar razoavelmente bem e estável, notava-se que puxava muito pelo processador e aquecia bem mais do que no XP. Rapidamente mudei de novo para o XP. Como em tudo, os SOs tendem a evoluir e a puxar pelos processadores e pelo resto do hardware. Como sempre fui um homem da MS, hei-de vir a comprar uma nova máquina que aguente o Windows Vista, mas como aconteceu na transição do Windows 98 SE para o XP, assim acontecerá com a transição do XP para o Vista.

Contudo, hoje em dia tenho instalado, no portátil, um sistema com dual boot em que de um lado tenho o Windows XP Pro SP2 e do outro, o Ubuntu 7.04 Feisty Fawn. Este último é uma famosa e recente distribuição de Linux que conseguiu passar à frente de muitas outras conhecidas como a do Mandriva, Fedora, Debian e mesmo do SUSE. Embora estes ainda sejam usados por muita gente, a percentagem de utilizadores a utilizar Ubuntu é francamente superior. Actualmente existem 4 grandes tipos de SO: Windows, MAC OS, Sun e Linux. Neste último, como é um sistema operativo opensouce, ou seja, aberto ao público para trabalhar nele e de graça, existem as chamadas distribuições de Linux. Actualmente existem centenas delas. E no top das mais conhecidas e usadas está, então, o Ubuntu. É um sistema free [grátis e livre] que oferece praticamente a mesma qualidade de software que é possível encontrar no Windows. E a grande vantagem é que todo o seu software pode ser partilhado, encontrado e descarregado de graça.

O grande problema na escolha de um sistema operativo, prende-se com a relação qualidade/preço que ele oferece. Se compararmos um Windows VIsta com um MAC OS X Leopard, o Vista perde claramente para o Leopard, mas em contrapartida, o Vista tem uma história de todas as versões de Windows atrás de si, que lhe proporcionaram milhões de utilizadores e software feito apenas para ele. Com esta grande "massa associativa", é possível que a MS ainda venha a ter muita gente a utilizar o Vista.